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27/05/2024
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Obras para cessar uso de aterros iniciam neste ano

A imagem mostra uma grande área de terra, onde atualmente será iniciada a operação CTR (Central de Tratamento de Resíduos), cessando o uso dos dois aterros atualmente ativos (sanitário e inertes), promovendo seu reaproveitamento e consequentemente agregando valor ambiental e econômico.

Com investimento total de R$ 85 milhões, a CTR reduz para menos de um terço a sua necessidade de aterros, além de agregar valor ambiental e econômico ao município

A Prefeitura de Itu deverá dar início, ainda neste ano, à primeira fase das operações da CTR (Central de Tratamento de Resíduos) do município. Com um investimento total de R$ 85 milhões, o complexo industrial fará o tratamento e disposição final dos resíduos urbanos gerados no munícipio, cessando o uso dos dois aterros atualmente ativos (sanitário e inertes), promovendo seu reaproveitamento e consequentemente agregando valor ambiental e econômico.
“Com a CTR, Itu entra de vez no ranking das cidades sustentáveis e se destaca a nível nacional. Além de caminhar para um significativo salto ambiental, a cidade atrairá novos investimentos, mais industrias e, dentro de poucos anos, vai gerar renda com a produção de energia elétrica”, explica o prefeito Guilherme Gazzola.
A completa implantação da CTR é dividida em três fases distintas, com previsão de conclusão em 2026, trazendo gradualmente tecnologias que contribuem para a redução da quantidade de resíduos dispostos em aterros. Quando houver o funcionamento efetivo dessas etapas, estima-se que menos de um terço dos resíduos sólidos domiciliares gerados em Itu necessitarão de aterro.
“Em Itu, a média de produção do lixo é de 5 mil toneladas por mês. Manejar esse material não consiste somente em sua coleta. Tem o tratamento, que é o mais caro. A soma elevada da coleta e do tratamento desses resíduos é dividida por todos da cidade. Os investimentos na CTR irão ajudar, a médio prazo, a tornar essa despesa mais leve para o município e, por consequência, aos cidadãos”, declara Moyses Alberto Leis Pinheiro, secretário municipal de Finanças.
O reaproveitamento dos resíduos, num primeiro momento, possibilitará a produção do CDR (Combustível Derivado de Resíduo), com potencial uso por empresas produtoras de cimento em seus fornos. Nas etapas seguintes, a intenção é gerar o biogás purificado, transformando-o em biometano, podendo ser utilizado da mesma forma que o gás natural. Também por meio dos biogestores, será viável a produção de energia elétrica. Há ainda a opção da conversão dos resíduos do tratamento em produtos como, por exemplo, fertilizantes e blocos de pavimentação.
Cinturão Verde
A CTR de Itu contará ainda com uma importante barreira de proteção para minimizar possíveis odores causados pelo tratamento e também para prevenir o acesso de animais no complexo. Chamada de Cinturão Verde, esta barreira formada com mudas de reflorestamento no entorno da CTR traz outros benefícios como a melhora da qualidade do ar, proteção de manancial e do solo, diminuição de temperatura e preservação do ecossistema.