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Estudioso reconhece estátua de Almeida Júnior como obra de arte considerada desaparecida

A escultura originalmente fazia parte de um monumento completo, erguido em homenagem ao pintor na Praça do Carmo, no espaço que hoje é ocupado por bancas

Na última quinta-feira (04/01) o prefeito Guilherme Gazzola recebeu em seu gabinete o engenheiro Manoel Gouveia, estudioso da vida e da carreira do escultor Júlio Guerra. O visitante esteve em Itu para confirmar que a estátua do pintor Almeida Júnior, localizada na praça de mesmo nome na Vila Nova, é uma obra de Júlio Guerra que se imaginava perdida há mais de 60 anos.
A recente catalogação da estátua no Mapa Cultural, graças ao trabalho da Secretaria Municipal de Cultura junto ao Ministério da Cultura, facilitou a sua localização após tantos anos. A identificação da peça “é um achado de extrema importância artística”, afirmou Gouveia.
De acordo com o estudioso, a estátua de Almeida Júnior originalmente fazia parte de um monumento completo, erguido em homenagem ao pintor na Praça do Carmo (Independência). O grandioso conjunto, que incluía outras peças como um arco de quatro metros de altura e reproduções de quadros de Almeida Júnior, ficava no espaço que hoje é ocupado por bancas.
Júlio Guerra foi escolhido para a realização da obra por meio de um concurso de maquetes promovido pelo Governo do Estado de São Paulo, que custeou sua realização. Por motivos políticos e estéticos, explicou o estudioso, o monumento, construído e inaugurado em 1952, foi retirado do local nos anos seguintes e não houve mais informações exatas sobre o paradeiro de suas peças.
Em sua visita ao prefeito Guilherme Gazzola, Gouveia entregou uma placa de concreto com inscrições explicativas. “Esta escultura é remanescente do monumento do centenário do nascimento do pintor ituano Almeida Junior feita pelo escultor Júlio Guerra, em 1952”, diz a placa de concreto que deverá ser colocada aos pés da escultura.

Júlio Guerra
Falecido no ano de 2001, o artista natural de Santo Amaro, começou a estudar na Escola de Belas Artes de São Paulo em 1930. É autor de diversos monumentos que viraram referência em espaços públicos como a Estátua do bandeirante Borba Gato e o Mural do Teatro Paulo Eiró, além da Mãe Preta, que fica no Largo do Paissandu.

Gouveia trouxe parte de seu acervo sobre o escultor Júlio Guerra para ser apreciada durante o encontro